Dúvidas frequentes

1. Quanto tempo dura uma sessão de oxigenoterapia hiperbárica?
Na maioria dos protocolos estabelecidos a duração de uma sessão varia de 90 minutos a 2 horas.

2. Como o oxigênio é administrado ao paciente?
Através de máscaras e capacetes de plástico apropriados para esta finalidade. Existe ainda a possibilidade, em se tratando de câmaras monopacientes, do paciente respirar o oxigênio diretamente da atmosfera da câmara, quando esta é pressurizada com este gás.

3. Não tenho tempo para submeter-me à 5 sessões semanais. Posso fazer 3 sessões por semana?

Não, desta maneira o tratamento é contraproducente, não se alcançando os resultados almejados.

4. Quantas sessões de oxigenoterapia hiperbárica são necessárias?

O tratamento de doenças crônicas demanda a aplicação de um número maior de sessões, enquanto que as doenças agudas, tais como as relacionadas com acidentes e traumas, exige a administração de um número menor de sessões. Em média é necessária a aplicação de 30 sessões.

5. Com que freqüência devo submeter-me ao Tratamento Hiperbárico?
Como regra geral, o paciente necessita submeter-se a uma sessão diária, 5 a 6 vezes por semana. Em alguns situações, normalmente em casos mais graves e agudos, é necessária, por um curto período de tempo, a aplicação de 2 a 3 sessões diárias, de modo ininterrupto, 7 vezes por semana.

6. Os planos e seguros de saúde cobrem este tratamento?
Sim, a maioria dos Planos e Seguros de Saúde dá cobertura a esta terapia, baseada em estudos que demonstram que a associação deste procedimento ao tratamento convencional diminui custos devido à redução do tempo de internação, emprego de antibióticos e necessidade de cirurgias. 

7. O SUS (Serviço Único de Saúde) paga este tratamento?

Sim. É necessário procurar a assistência social do município de Itaperuna e após uma análise rigorosa da indicação correta do tratamento e reunir as documentações necessárias o SUS garante o tratamento gratuito.

8. Quais são os efeitos colaterais deste tratamento?
Alguns sinais e sintomas bastante benignos são relatados pelos pacientes. Imediatamente após a sessão o paciente pode referir cansaço ou sonolência, cuja intensidade pode ser bastante variável. Nos raros casos em que o paciente tenha deglutido ar durante o tratamento, poderá sentir necessidade de eliminá-lo sob a forma de arrotos, até 2 horas após o término da sessão. Podem ser notadas alterações passageiras na coloração da pele (principalmente em pacientes com pele clara) as quais tendem a desaparecer progressivamente após o término da sessão. Secura da boca e garganta também pode ocorrer.
Quando a pressão externa crescente, durante a pressurização, não é equilibrada dentro do ouvido ou nos seios da face, o paciente pode sofrer o que se convencionou chamar “barotrauma”, caracterizado por diminuição da audição, dor de ouvido ou dor na região correspondente ao seio(s) da face afetado (testa ou a região abaixo dos olhos) e, eventualmente, sangramento pelo nariz ou pelo ouvido. É uma complicação relativamente benigna, mas que obriga o paciente a interromper o tratamento por algum tempo.
A intoxicação do sistema nervoso pelo oxigênio, caracterizada por alterações na visão, audição, tremores, náuseas, tonteira e, incidindo mais raramente, convulsões, pode ocorrer sem aviso prévio em qualquer indivíduo que esteja respirando oxigênio sob pressão. É de natureza benigna e cede em questão de minutos após a interrupção no fornecimento de oxigênio ao paciente, sem deixar seqüelas.
Em tratamentos prolongados podemos observar o aparecimento de miopia (dificuldade para enxergar objetos à distância), que se reverte espontaneamente até 6 semanas após o término do tratamento.
Em pacientes idosos, geralmente diabéticos e já portadores de catarata, podemos observar uma piora deste quadro quando o número de sessões administradas for grande, geralmente acima de 60.

 

9. Quais são as contra-indicações para o paciente ser submetido à oxigenoterapia hiperbárica?

Existem contra-indicações absolutas e relativas. As absolutas são aquelas consideradas impeditivas para a realização do tratamento em pauta, pois colocariam a vida do paciente em risco. Dentre elas poderíamos citar a presença de ar entre as pleuras (“pneumotórax”) não tratada e o uso prévio de alguns medicamentos para tratamento de câncer (“quimioterápicos”). As contra-indicações relativas não são, a princípio, impeditivas à realização do tratamento, porém impõem cautela em sua administração. Dentre estas contra-indicações, podemos citar: resfriados, sinusites, asma brônquica, bronquites, claustrofobia, história de pneumotórax espontâneo, história de cirurgia torácica ou do aparelho auditivo e lesões pulmonares achadas em exames de imagem (radiografias, tomografia computadorizada ou ressonância magnética). Nas contra-indicações relativas sempre devem ser levados em consideração os riscos e benefícios para expor o paciente ao regime de Oxigenoterapia Hiperbárica.


10. A oxigenoterapia hiperbárica pode substituir o tratamento convencional ao qual venho me submetendo?
Não. Com exceção dos acidentes de mergulho, a terapia hiperbárica é um método de tratamento complementar, que não substitui o tratamento convencional, mas sim o potencializa, tornando-o mais eficiente. Deste modo, medidas tais como antibioticoterapia, cuidados com a ferida e cirurgias, devem sempre ser associadas à oxigenoterapia hiperbárica.

11. Tenho que retirar o curativo para descobrir a ferida durante a sessão de oxigenoterapia hiperbárica?
Não, uma vez que o oxigênio é administrado por inalação, alcançando a lesão através da corrente sangüínea.

12. Existe algum medicamento ou alimento que prejudique o meu tratamento?
Sim, principalmente a cafeína e a nicotina. Por isso recomenda-se aos pacientes abster-se de bebidas cafeinadas, tais como: café, Coca-Cola, chá, mate, etc., assim como o consumo de tabaco, 1 hora antes das sessões até 1 hora após o seu término. O emprego de alguns medicamentos, tais como os utilizados no tratamento do câncer, deverão ser cuidadosamente analisados antes do início da oxigenoterapia hiperbárica.

13. Tenho que tomar o antibiótico que venho usando por via intravenosa exatamente no horário em que estarei dentro da câmara hiperbárica. É possível a sua aplicação durante a sessão?
Não há nenhum impedimento na administração de medicamentos durante a realização da sessão, por qualquer via (oral, sublingual, intramuscular, endovenosa, etc.).

13. Tenho que me internar para submeter-me à oxigenoterapia hiperbárica?
Não, de modo nenhum. 95% dos pacientes que se submetem à oxigenoterapia hiperbárica não estão internados e comparecem ao Serviço de Medicina Hiperbárica diariamente vindos de suas residências. Os demais 5% encontram-se internados devido às enfermidades de que são portadores, as quais demandam cuidados, tais como hidratação venosa ou curativos realizados sob anestesia em centro cirúrgico, que contra-indicam sua permanência em domicílio. O tratamento em regime de internação será sempre recomendado pelo Médico Assistente do paciente.


14. Devo estar em jejum para ser submetido a oxigenoterapia hiperbárica?
Não. O paciente que necessitar ser submetido a tratamento com oxigênio hiperbárico não necessita estar em jejum, muito pelo contrário, é desejável, principalmente em se tratando de diabéticos, que estejam fazendo regularmente suas refeições, a fim de que tenham as taxas de açúcar no sangue estáveis.


15. Há necessidade de se realizar algum exame antes de se iniciar o tratamento hiperbárico?
Às vezes sim. Os pacientes com indicação de oxigenoterapia hiperbárica são avaliados e orientados pelo médico hiperbárico quanto aos exames que deverão ser realizados previamente ao início do tratamento hiperbárico, a seu critério. Estes exames visam à avaliação quanto ao estágio atual da enfermidade de que o paciente é portador e servirão como referência para futuras reavaliações do paciente. Eventualmente estes exames serão solicitados para que se avalie a existência de outros problemas de saúde que contra-indiquem as sessões de Oxigenoterapia Hiperbárica. A solicitação destes exames ficará a cargo do médico hiperbárico ou do médico assistente do paciente.


16. O fato de ser hipertenso contra-indica a oxigenoterapia hiperbárica?
Não. Os pacientes portadores de pressão alta podem ser submetidos à oxigenoterapia hiperbárica, devendo manter o esquema de tratamento prescrito pelo seu médico assistente.


17. Me disseram que o tratamento hiperbárico estimula as células que fazem parte do processo de cicatrização. Receio que este tratamento possa estimular as células cancerígenas do tumor de que sou portador, ajudando a espalhar o câncer no meu organismo. Tem fundamento o meu medo?
Não. Este assunto já debatido exaustivamente e concluiu-se, baseado em extensas pesquisas científicas, que o oxigênio administrado sob pressão não estimula o crescimento de tumores, quer sejam malignos ou benignos.


18. Qual é a sensação que o paciente sente dentro da câmara hiperbárica?
Quando alguém está sendo submetido a um ambiente de maior pressão que aquela observada ao nível do mar, em câmara hiperbárica, sente os mesmos efeitos do mergulho no fundo do mar, pois a variação de pressão para mais é comum às duas atividades. 
O sintoma mais comumente observado relaciona-se com o aparecimento de sensação de diminuição da audição, como quando uma pessoa se desloca de um local situado na montanha para outro localizado em uma planície ("desce a serra"), a qual pode ser perfeitamente evitada e/ou controlada através de manobras próprias realizadas pelo paciente no interior da câmara. Durante a pressurização ocorre o aumento da temperatura no interior da câmara hiperbárica, sendo que na despressurização observa-se o contrário, tendo-se a sensação de que o ambiente subitamente passou a ser refrigerado. O timbre da voz das pessoas submetidas a esta condição se altera ligeiramente e, curiosamente, não se consegue assobiar nestas circunstâncias.

19. Sinto-me angustiado quando estou dentro de um elevador ou qualquer outro lugar fechado. Conseguirei permanecer no interior do equipamento durante todo o tempo de tratamento?
A maioria das pessoas que relatam sintomas como os descritos conseguem se submeter à oxigenoterapia hiperbárica. No entanto, em alguns casos esta dificuldade pode ser mais severa, tornando mais difícil ou mesmo inviabilizando o tratamento. Nesta situação pode ser necessário o emprego de sedação, mediante a anuência do paciente, considerando-se sempre a relação risco X benefício.

20. Caso eu me sinta mal dentro da câmara durante o tratamento, o que pode ser feito?
As sessões de oxigenoterapia hiperbárica são mandatoriamente monitoradas por um médico hiperbárico, familiarizado com esta terapia que, em casos de urgência, tomará as medidas necessárias para a rápida identificação e resolução do(s) problema(s) apresentado(s), interrompendo, se preciso for, o seu tratamento.

21. Os pacientes que acabaram de concluir uma sessão podem deixar o Serviço de Medicina Hiperbárica sozinhos, dirigindo seus próprios carros, ou necessitam de um acompanhante que os vigie e assuma a direção?
Sim, submeter-se à terapia hiperbárica não impede o paciente de dirigir. No entanto, o mesmo deverá sempre ser orientado a informar de qualquer alteração que esteja ocorrendo, a qual poderá afastá-lo temporariamente de certas atividades (inclusive direção) se estas manifestações forem exuberantes.

22. Os pacientes que tiveram alta melhorados ou curados pela terapia hiperbárica podem voltar a apresentar o mesmo problema?
Sim, pois o tratamento hiperbárico não trata usualmente a doença básica de que o paciente é portador, e sim suas complicações. Caso não se tomem os cuidados necessários com relação ao controle da doença de base, os sinais e sintomas que deram origem à indicação da terapia hiperbárica podem reaparecer.

23. Ouvi falar que a oxigenoterapia hiperbárica combate à celulite, um problema que me incomoda muito e me deixa envergonhada. É verdade?
Não. A oxigenoterapia hiperbárica só é indicada nos casos de celulite-infecção, doença de extrema gravidade da camada de gordura subcutânea, que induz àqueles que a contraem, risco de complicações severas. Embora possua o mesmo nome, o que suscita confusão, a celulite objeto de angústia por parte das mulheres caracteriza-se pela existência de um processo inflamatório crônico, que acomete estas mesmas células, dando à pele a aparência característica de casca de laranja, esteticamente indesejável, porém benigno. 

24. Li, há alguns anos atrás, que o Michael Jackson dormia em uma câmara hiperbárica com o intuito de viver 300 anos. Isto tem algum fundamento?
Não. Este fato foi, na época, amplamente divulgado, abalando a credibilidade do método terapêutico e dos profissionais da área de saúde que a ele se dedicavam. Não existe respaldo na literatura médica para a aplicação do oxigênio hiperbárico para tal fim, assim como para qualquer finalidade estética.


25. A oxigenoterapia hiperbárica pode curar câncer ou AIDS?
Não. Em virtude da eficiência deste método terapêutico na resolução de várias doenças, a oxigenoterapia hiperbárica já foi objeto de extensos estudos quanto ao seu emprego no combate a diversas patologias graves, incuráveis ou de difícil resolução, tendo se mostrada inócua no tratamento do câncer, AIDS e diversas outras doenças com as características já mencionadas.

26. Quais os mecanismos de ação da Oxigenoterapia Hiperbárica para surtir os efeitos esperados?
Seus efeitos são obtidos através de cinco mecanismos principais de ação:
Hiperoxigenação: O oxigênio é transportado pelo sangue de duas formas: quimicamente ligado à hemoglobina e fisicamente dissolvido no plasma. Com a OHB há uma saturação completa da hemoglobina e aumento considerável do oxigênio dissolvido no plasma.
Vasoconstrição: O aumento de pO2 arterial leva à vasoconstrição generalizada. Este efeito pode ser benéfico no tratamento de patologias em que o edema seja o principal problema. Embora possamos pensar nesta isquemia, devemos levar em consideração que a hiperoxigenação obtida suplanta a isquemia causada pela vasoconstrição.
Redução no tamanho das bolhas: Está diretamente relacionada ao aumento da pressão ambiental de acordo com a Lei de Boyle. Além disso, através do mecanismo de contradifusão o oxigênio substitui o gás inerte presente na bolha, provocando assim a sua reabsorção pelos líquidos orgânicos.
Neovascularização: A OHB acelera a neovascularização através da elevação intermitente da pO2 arterial, resultando no aumento da proliferação celular.
Efeito Antimicrobiano: A OHB é bactericida, exercendo efeito inibitório no crescimento e produção de toxinas na maioria de anaeróbios e de aeróbios microaerófilos. O suprimento de oxigênio para uma área de invasão bacteriana é essencial para a efetiva ação dos leucócitos(fagocitose). Sendo assim, a OHB favorece a atuação dos leucócitos em meios isquêmicos e/ou hipóxicos.

27. Qual são os efeitos colaterais deste tratamento?

Alguns sinais e sintomas bastante benignos são relatados pelos pacientes. Imediatamente após a sessão o paciente pode referir cansaço ou sonolência, cuja intensidade pode ser bastante variável. Nos raros casos em que o paciente tenha deglutido ar durante o tratamento, poderá sentir necessidade de eliminá-lo sob a forma de arrotos, até 2 horas após o término da sessão. Podem ser notadas alterações passageiras na coloração da pele (principalmente em pacientes com pele clara) as quais tendem a desaparecer progressivamente após o término da sessão. Secura da boca e garganta também pode ocorrer.Quando a pressão externa crescente, durante a pressurização, não é equilibrada dentro do ouvido ou nos seios da face, o paciente pode sofrer o que se convencionou chamar “barotrauma”, caracterizado por diminuição da audição, dor de ouvido ou dor na região correspondente ao seio(s) da face afetado (testa ou a região abaixo dos olhos) e, eventualmente, sangramento pelo nariz ou pelo ouvido. É uma complicação relativamente benigna, mas que obriga o paciente a interromper o tratamento por algum tempo.A intoxicação do sistema nervoso pelo oxigênio, caracterizada por alterações na visão, audição, tremores, náuseas, tonteira e, incidindo mais raramente, convulsões, pode ocorrer sem aviso prévio em qualquer indivíduo que esteja respirando oxigênio sob pressão. É de natureza benigna e cede em questão de minutos após a interrupção no fornecimento de oxigênio ao paciente, sem deixar seqüelas. Em tratamentos prolongados podemos observar o aparecimento de miopia (dificuldade para enxergar objetos à distância), que se reverte espontaneamente até 6 semanas após o término do tratamento.Em pacientes idosos, geralmente diabéticos e já portadores de catarata, podemos observar uma piora deste quadro quando o número de sessões administradas for grande, geralmente acima de 60.

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